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Ogata, vice-presidente da ABQV, divide a política de QV das empresas em três níveis. No básico, não existe um programa coordenado, apenas ações pontuais – a "semana disso, semana daquilo". Essas ações, que custam de 1 dólar a 5 dólares por empregado, geram um retorno, mas é difícil medi-lo.
No segundo nível há uma espécie de comitê de qualidade de vida, que envolve funcionários de diferentes áreas. Há um orçamento e uma coordenação. Em média, os gastos são de 10 dólares por colaborador. No entanto, é comum a alta cúpula ou ignorar a existência disso ou considerar QV "uma dessas coisas que somos obrigados a fazer ou que nossos concorrentes estão fazendo".
No nível mais alto, faz parte da estratégia da empresa melhorar o ambiente de trabalho. Há uma pessoa que responde pelo programa e ela é cobrada pelo retorno e pela eficiência do plano. As ações são coordenadas e duram o ano todo. Em geral, esses programas envolvem gastos de 17 dólares por funcionário, calcula o vice-presidente da ABQV.
As empresas grandes vivem um paradoxo, diz Ogata. Ao mesmo tempo em que precisam cortar custos, principalmente na área de assistência médica, elas precisam combater o absenteísmo e melhorar a performance dos empregados. E, para isso, é preciso investir em programas que melhorem a qualidade de vida das pessoas no trabalho.
As que se deram ao trabalho de consultar os estudos já descobriram que essa equação pode, sim, ter um resultado positivo para o caixa. Segundo Ogata, pesquisas revelam que, a cada real investido em programas de QV, economiza-se dois ou três dólares na conta da assistência médica, embutidas aí as despesas com faltas e doenças graves, cujo tratamento é custoso. "Nos EUA, em alguns programas mais sofisticados, essa conta pode chegar a um para sete", afirma o consultor.
Fonte: Revista Melhor e ABQV.
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